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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Ex-secretário de Saúde é condenado por fraude em registros do SUS

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Foto ilustrativa.

A Justiça Federal condenou o ex-secretário de Saúde de Mata Roma (MA) por atos de improbidade administrativa, após ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF). A decisão reconheceu a participação do ex-gestor em um esquema de fraude nos registros de procedimentos lançados no Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS), que resultou no recebimento indevido de recursos federais destinados à reabilitação de pacientes com sequelas da covid-19.

As investigações tiveram início em 2022, com base em auditorias do Ministério da Saúde e relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU). Os órgãos identificaram indícios de irregularidades nos registros de atendimentos pós-covid e chamaram atenção para a concentração atípica de recursos destinados ao Maranhão. Dos cerca de R$ 21 milhões repassados a municípios de todo o país para essa finalidade, aproximadamente R$ 19,7 milhões — o equivalente a 93,3% do total — foram destinados ao estado.

Números incompatíveis

Durante a apuração, o MPF constatou que o município de Mata Roma registrou o atendimento de 695 pacientes entre janeiro e abril de 2022. O número, entretanto, era superior ao total de pessoas que haviam contraído covid-19 no município no mesmo período.

Outro dado considerado incompatível foi o volume de procedimentos lançados no sistema. Apenas em março de 2022, foram registrados 16.020 atendimentos. Segundo cálculos da CGU, para que esse número fosse verdadeiro, cada fisioterapeuta teria que atender cerca de 267 pacientes por dia, dedicando, em média, apenas cinco minutos a cada sessão.

Documentação insuficiente

As fiscalizações também identificaram inconsistências na documentação apresentada pela Secretaria Municipal de Saúde. Foram localizadas apenas 117 fichas de atendimento, que somavam 465 procedimentos, enquanto o SIA/SUS registrava 34.280 atendimentos realizados ao longo de 2022.

Continua...


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quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Operação desarticula grupo que fraudava sistema do SUS em cidades do Maranhão

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Operação desarticula esquema contra o SUS no MA. (Reprodução: PF/ASCOM)

A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria Geral da União, deflagrou na manhã desta quinta-feira, 14/9, a Operação Pane no Sistema, nos municípios de Vargem Grande e Urbano Santos, no Maranhão, com a finalidade de combater grupo criminoso envolvido na inserção de dados falsos nos sistemas informatizados do SUS.

A investigação teve início a partir do encaminhamento de informações apuradas em Auditoria do Ministério da Saúde, que identificou distorções na produção ambulatorial dos procedimentos relacionados à reabilitação do Pós-Covid-19, financiados pelo Fundo de Ações Estratégicas e Compensação - FAEC, no município de Urbano Santos-MA.

A Polícia Federal constatou que o município em questão, cuja população é de 33.459 habitantes, teria registrado o total de 81.012 procedimentos de reabilitação pós-covid, ocasionando o recebimento de mais de R$ 1.75 milhão em recursos provenientes do FAEC, no período de janeiro a maio de 2022, contando com apenas três fisioterapeutas gerais cadastrados no município.

Para alcançar tais números, foi utilizada uma lista com vários pacientes registrados simultaneamente em outros quatro municípios. Tal procedimento, possibilitou o repasse maior de recursos do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação - FAEC, favorecendo o desvio de verbas públicas.

O valor destinado à cidade de Urbano Santos é superior aos recursos repassados para vários estados do país, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, por exemplo. No contexto geral, o Maranhão foi o estado que mais recebeu recursos do Ministério da Saúde para tratamentos de reabilitação de pós-Covid. Somente de janeiro a maio de 2022, foram repassados mais R$ 19.7 milhão, o que corresponde a cerca de 93,3% do valor total da verba destinada.

A investigação verificou ainda que, no âmbito municipal, as principais pessoas envolvidas e/ou responsáveis pela inserção de dados falsos nos sistemas de saúde são os gestores/ordenadores de despesa e os seus auxiliares autorizados - os chamados "digitadores".

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nesta fase da operação, com a participação de policiais federais, além de representantes da CGU, que atuaram nas buscas na Secretaria de Saúde de Urbano Santos. Servidores públicos envolvidos no esquema também foram afastados dos respectivos cargos.

Se confirmadas as suspeitas, os investigados responderão pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações, associação criminosa e peculato, com penas que somadas podem chegar a 27 anos de prisão.


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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Dados pessoais de 2,4 milhões de usuários dos SUS vazam na internet

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SÃO PAULO - Dados de 2,4 milhões de usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) vazaram na internet nesta quinta-feira (11). Informações como como nome completo, nomes da mãe, endereços, números de CPF e datas de nascimento foram expostas, segundo informações do UOL Tecnologia. 

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