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| Governador Carlos Brandão em entrevista ao Veja em Foco. (Foto: Reprodução) |
O governador Carlos Brandão (MDB) afirmou, em entrevista publicada pela revista Veja nesta quinta-feira (6), que o Maranhão vive um cenário de forte judicialização política e criticou a atuação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em processos que envolvem políticos maranhenses considerados adversários do ex-governador.
Segundo Brandão, Dino não participa diretamente da disputa política estadual, mas manteria influência por meio de quatro ou cinco deputados aliados. “Na realidade, ele não aparece diretamente, mas tem aliados, uns quatro ou cinco deputados que atuam, naturalmente sempre com o apoio dele”, declarou.
O governador questionou ainda o fato de Dino ser relator de processos envolvendo deputados maranhenses com os quais, segundo Brandão, o ministro teria divergências políticas. Para ele, deveria haver uma discussão ética sobre eventual impedimento do magistrado nesses casos.
“Eu entendo que o Supremo deveria ter uma questão ética nesse caso, porque você não pode julgar adversário. É justo que um juiz julgue um adversário?”, questionou.
Brandão comparou a situação à atuação do ministro Kassio Nunes Marques em processos relacionados ao Piauí. Segundo o governador, Nunes Marques evitaria atuar em determinadas questões por manter vínculos políticos e pessoais com o estado, enquanto, no caso do Maranhão, Dino continuaria como relator de processos envolvendo adversários políticos.
O governador também afirmou que convive há anos com um ambiente que considera “muito incômodo” e acusou aliados de Dino de pressionarem e ameaçarem integrantes do governo e de seu grupo político.
Entre os episódios citados por Brandão está a prisão domiciliar do ex-secretário estadual Raimundo Cutrim, determinada no âmbito de um processo relatado por Flávio Dino. O governador afirmou que Cutrim seria um “inimigo pessoal” do ministro e questionou a atuação de Dino no caso.
“Imagina você um ministro, inimigo de um político, de um secretário, julgar. É um negócio que realmente não tem o menor sentido”, declarou.
Brandão também afirmou que o processo tramita em segredo de Justiça e questionou as circunstâncias da prisão de Cutrim. “A gente até hoje não sabe o motivo. Ele não teve o direito de se defender, porque o processo corre em segredo de Justiça”, disse.
As declarações foram dadas pelo governador durante entrevista à Veja, no contexto das críticas que vem fazendo à atuação política e judicial de aliados do ministro Flávio Dino no Maranhão.
Nesta sexta-feira, 07/08, a Veja excluiu cortes da entrevista das redes sociais, mas o trecho ainda pode ser assistido abaixo:
- Com informações do Blog Marrapá
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